Amigas com Benefícios




Estou de volta! E lutando contra o tempo. Quantos textos será que conseguirei publicar até a hora de voltar a trabalhar e estudar? Mas... Vamos ao que interessa. Obrigada pelos comentários maravilhosos e fico feliz que tenham gostado.
Estava puta da vida encolhida sob uma marquise enquanto esperava o bendito ônibus que me levaria para casa, mas justamente naquele dia, parecia que os céus haviam conspirado contra mim. Cheguei atrasada na faculdade, o professor não me deixou entrar em sala, maldito, ele nunca foi mesmo com a minha cara, esperei a menina que eu fico para irmos juntas e... Voilà! Ela achando que eu fui embora, me sai de mãos dadas com outra. Puta merda! Como fiquei puta. Me escondi atrás de um arbusto e vi quando as duas se beijaram.
Esperei ainda uns minutos para sair do meu esconderijo e não esbarrar com elas, quando o fiz, estava em prantos, mais pela humilhação da mentira do que propriamente pelo fato em si. Afinal não tínhamos nada, ela, assim como eu, não devíamos fidelidade uma à outra.
Mas aquilo me incomodou e muito, acho que pelo fato de já ter me acostumado a passar umas poucas horas com ela depois das aulas, uns amassos no carro dela, sei lá.
Então estava ali, muito puta porque não daria uns amassos e porque, por infortúnio do destino, começara a chover e eu não havia trazido guarda chuva. O pior era que o dia tinha sido lindo, eu até tinha dado uma passadinha na praia na hora do almoço.
E foi entre um pensamento de vingança e outro que ouvi alguém me chamar. Percebi se tratar de Patrícia, uma veterana do meu curso. Já graduada em outra área. Ela fazia sinal para eu chegar perto do carro, mas estava chovendo muito e eu não me movi, então ela abriu a porta e eu percebi que aquilo era um convite. Corri até o carro me molhando um pouco e entrei fechando a porta em sequencia.
Patrícia ajeitava os óculos antes de dar partida no veículo.
Não entendi bem o que havia acontecido, Patrícia e eu não éramos muito próximas, nos encontrávamos casualmente na área destinada aos alunos fumantes do lado de fora do prédio de humanas onde estudávamos, e trocávamos umas poucas palavras.
Olhei-a por um instante e ela disse:
- Noite difícil? Percebi que você não apareceu hoje.
Respirei fundo, me controlando antes de dizer:
- Eu cheguei atrasada e o Sandro não me deixou entrar. – fiz uma careta.
- Putz! O Sandro é duro na queda, não tolera atrasos. Mas não se preocupe as provas dele também não são muito elaboradas. – e riu.
Fiquei em silêncio e ela prosseguiu:
- Onde você quer que eu te leve?
- Se você puder me deixar na Central, agradeceria. O ônibus deve ter tido algum contratempo e por isso não passou. Estava ali há horas. Obrigada pela gentileza. – disse agradecida.
- Não precisa me agradecer. Estou a sua disposição sempre.
Algo em sua voz fez com que eu a olhasse atentamente. Patrícia não era feia, pelo contrário, era uma loira de parar o trânsito, tinha lindos olhos verdes que escondia negligentemente atrás de um par de óculos. Seus lábios eram bem desenhados e era dona de um sorriso perfeito. Não era alta, talvez menor do que eu, que tenho 165m, seu corpo de curvas sinuosas ela fazia questão de exibir. Estava sempre com um penteado novo, saltos altos. As vezes eu me perguntava como ela conseguia dirigir com aqueles sapatos.
Ela me olhou pelo espelhinho e sorriu.
- O que foi? – perguntou
Eu meio que desperta do transe que aquele rosto me enviou disse:
- Não foi nada. Só estava olhando você – completei
Seu olhar se iluminou e ela disse:
- Cuidado com o que você diz, eu posso acabar acreditando...
E não disse mais nada, atenta ao volante.
A viagem transcorreu bem até a Praça XV, antes mesmo de chegar ali já dava para ver que algo havia acontecido. Ela reduziu a velocidade e ligou o rádio no plantão de notícias do trânsito. Logo a voz mecânica informava:
“... houve um grave acidente no Mergulhão da Praça XV, o ônibus da linha 484 BonsucessoxCopacabana perdeu o controle e invadiu a pista contrária batendo em um carro de passeio causando um engavetamento entre seis veículos...”.
Olhei pra ela entes de dizer:
- Puta merda! Só pode ser eu! Hoje as coisas não querem mesmo dar certo pra mim...
- Calma Bianca, a única coisa que podemos fazer é encontrar uma rota alternativa. – sua voz transparecia paciência. – Acho que se eu conseguir voltar e pegar o retorno, posso te levar pela 1º de Março.
E já iniciava o retorno quando eu disse:
- Patrícia, hoje a gente não consegue chegar na Presidente Vargas por aqui, a 1º de Março deve estar o caos na Terra, acho melhor você tentar pegar a Perimetral por aqui mesmo e me desovar na Leopoldina, de lá eu me viro.
Ela estava incrédula com minhas palavras, mas mesmo assim me contestou:
- Você por acaso está maluca? Como assim te deixar a essa hora na Leopoldina? Mas é claro que não! Já sei o que vamos fazer, paramos na Cinelândia e comemos alguma coisa enquanto conversamos. O que você acha? – a proposta era tentadora demais.
- E como você vai fazer para chegar à Cinelândia? – perguntei
- Assim! – disse já fazendo a bandalha.
- Puta merda Patrícia! Vão multar você.
- Hahaha! Não se preocupe Bianca, esse carro está no nome do meu pai, e ele não tem carteira de motorista. – Disse ainda rindo da minha reação.
Demoramos para chegar, como eu havia previsto, com o Mergulhão interditado por causa do acidente, as rotas alternativas foram tomadas por carros e ônibus que normalmente não fariam esse percurso.
Escolhemos ficar no Amarelinho, um bar que fica ao lado da Câmara dos Vereadores. Eu escolhi beber cerveja e ela me acompanhou, mesmo que eu tenha sido enfática sobre beber e dirigir. Logo eu estava bêbada e comecei a contar o que havia acontecido. Patrícia ouvia com atenção e quando eu terminei de contar ela disse:
- Bianca! Eu não poderia imaginar. Você sempre tão feminina, com seus vestidinhos florais e cabelos bem cuidados. – Ela falava e eu mal ouvia. – Mas me conta: como é ficar com outra mulher?
Eu não entendi direito onde ela queria chegar, mas respondi:
-Eu não saberia explicar, para saber, você precisa ficar. – e ri.
Não sei se era pelo efeito da bebida, ou pelo que eu disse, mas Patrícia parecia ter ficado chateada. Não tocamos mais no assunto.
Quando o trânsito foi ficando melhor fomos embora. Eu me sentei no banco do carona, quase inconsciente, ela parecia bem e quando partimos adormeci. Acordei com ela me sacudindo.
- Vem, e não faz barulho, meus pais estão dormindo.
Resmunguei alguma coisa, mas ela tapou minha boca antes que eu completasse o resmungo. Me apoiei nela e ela me guiou até o quarto.
Sentei-me na cama enquanto ela me tirava os sapatos, logo estava nua diante dela. Ela me ajudou a chegar ao banheiro e me deu um banho frio. Depois desse banho, já começava a me sentir melhor.
Ela me fez sentar em uma poltrona enquanto puxava um colchão de dentro do armário e começava a arrumar uma cama ao lado da dela.
- Vem, deita aqui enquanto eu vou tomar banho.
Quando ela voltou eu estava quase adormecida. Ainda ouvi um “boa noite”, mas logo estava escuro e eu rapidamente adormeci.
Acordei no meio da noite com o corpo de alguém bem junto ao meu. Era nítido o volume de um par de seios se comprimindo nas minhas costas e a respiração quente que eu sentia na nuca, me provocava arrepios. Tentei me mexer, mas estava firmemente presa àquele corpo. Era uma sensação boa, de carinho. Há muito tempo eu não sabia o que era passar uma noite inteira com alguém e muito menos dormir assim. Tentei me manter calma, mas aquilo estava me matando.
Fiz força e em seguida disse:
- Patrícia? Será que você poderia me soltar um pouquinho para eu mudar de posição?
Alguns segundos se passaram e logo senti a pressão do braço afrouxar. Virei-me então para ela e vi que estava acordada, sem os óculos e completamente nua.
Minha primeira reação foi de espanto, depois perguntei:
- Porque você não está na sua cama?
- Ah sei lá! Acho que fiquei pensando no que você me disse, sabe? Sobre ter que ficar para saber.
- Tá! E aí? Porque está pelada do meu lado? – Eu estava incrédula.
- Não seja assim tão se desconfiada. Eu só queria saber como era dormir pelada ao lado de outra mulher. Ih desencana! Não tem nada demais. – disse tentando parecer natural.
- Sei... – disse pondo fim a nossa conversa.
Deite-me outra vez ao lado dela, dessa vez mantendo certa distância entre nossos corpos, logo senti que ela saia da minha cama e se deitava na sua.
Acordei mais uma vez, dessa vez com gemidos abafados. Olhei pra cima e vi Patrícia de olhos fechados se tocando intimamente. E ela deveria estar em um alto grau de excitação, fazendo comparação com a intensidade dos seus gemidos.
Não queria invadir o espaço dela, principalmente neste momento tão íntimo, mas não conseguia mais tirar os olhos da cena. Não sei o que houve, mas quando dei por mim, fazia o mesmo que ela, imaginando estar com ela. Gemi mais alto do que deveria e ela abriu os olhos assustada. Logo percebeu o que estava acontecendo e escorregando seu corpo para o colchão outra vez disse no meu ouvido:
- Eu sabia que você também estava afim. E se fazendo de difícil. Que menina malvada!
Continuei a me tocar e de olhos fechados senti seus lábios sobre os meus, correspondi ao beijo entre gemidos. Ela fez com que eu parasse de me tocar e deitou-se sobre mim com as pernas abertas sobre o meu ventre. E continuou me beijando, com uma fúria que eu desconhecia. Fui ficando mais excitada e rolei com ela no colchão, assumindo o controle. Tomei-lhe os seios, primeiro nas mãos, depois na boca e suguei com força. Ouvia o gemido dela contido pelo medo de acordar os pais.
Enquanto sugava-lhe os mamilos toquei-lhe o sexo úmido e quente e enquanto fricciona o clitóris ela se contorcia mais, deixei que um dedo descuidado encontrasse a entrada do sexo e contornei-a lentamente ameaçando a penetração. Olhei pra ela e vi seu roto todo contraído de tesão e não a fiz esperar mais, penentrei-a decididamente. Senti seu corpo estremecer neste momento e de seus lábios saíram gemidos mais intensos, mas ainda contidos. A torturei durante vários minutos, retardando o clímax, com aquele seio na boca, até que ouvi pedir:
- Me chupa!
- Só se pedir por favor! – respondi.
- ME CHUPA AGORA, SUA VADIA! – ela teve forças para dizer
Surpresa por essa reação, não tive alternativa a não ser atendê-la. Desci a boca vagarosamente até o sexo e o toquei com a língua, apenas um leve roçar de língua, até que senti suas mãos em minha cabeça me forçando a chupar com mais intensidade. Deixei-me guiar pela sua fúria e em seguida ela estava gozando deliciosamente na minha boca.
Ergui os olhos e vi que ela também os mantinha abertos, mas com extrema dificuldade. Todo o seu corpo tremia e a voz saiu-lhe entrecortada:
- Eu... Jamais imagi... nei que isso fosse... possível...
Mantive-me em silêncio, mas ela logo se recuperou e me fez deitar sobre si num abraço cúmplice.
Beijou-me a boca, sem nenhuma repulsa pelo gosto do sexo e continuou me beijando, me tocando os seios, as nádegas, o sexo...
Enquanto me beijava ela sussurrou:
- Senta no meu rosto. Eu quero te sentir...
Sorri com malícia e com o corpo invertido, iniciei um jogo onde com as pernas lhe prendia as mãos e a provocava com a proximidade do sexo, sem lhe permitir toca-lo, no entanto.
Ela dizia:
- Me dá, me dá... Senta no meu rosto... – e eu quase sentava, para em seguida levantar antes que ela conseguisse tocar-me com a língua.
- Vadia! Por favor, me dá!
E eu a atendi, sentei-me no seu rosto e em seguida lhe tomei o sexo mais uma vez na boca.
A exploração era tímida, quase receosa, mas a língua ágil logo se familiarizou com meu sexo e eu já mordia a parte de dentro das suas coxas para não gritar. Ela não teve medo de ousar, me penetrou lentamente enquanto lutava para dividir o espaço entre a língua e o dedo que me penetrava. Não demorou muito para eu gozar. Meu estremecimento foi intenso, longo.
Eu estava suada, exausta, mas ela queria mais e me fez sentar na cama, se encaixando em mim.
O seu clitóris estava duro de tesão e o meu ainda não perdera a rigidez. Quando o senti em mim era como se uma descarga elétrica percorresse meu corpo, a boca já seca pelo desejo, os seios balançando diante de mim. Tomei um nas mãos e continuei acariciando enquanto me roçava nela. Dessa vez fui premiada com o orgasmo dela junto do meu e logo caímos na cama, ofegantes.
Deitei em seus braços, exausta de tanto prazer. Ela me beijava a testa enquanto sua respiração lentamente voltava ao normal.
- Então? O que você achou? – perguntei
Ela me tomou a mão e colocou sobre o peito. As batidas do seu coração ainda estavam muito aceleradas.
- Acho que essa foi a experiência mais intensa da minha vida. – Disse.
Sorri e procurei sua boca para um beijo. Beijamos-nos intensamente, durante vários minutos.
Não pensei no dia seguinte, não pensei nas consequências que esse ato de desejo poderia causar, pensei apenas que havia sido forte, intenso.
Aninhei-me nos braços dela e em poucos instantes adormeci.
Acordei no dia seguinte e a procurei pela casa. Encontrei-a preparando o café. Ao me ver sorriu e completou:
- Atendi seu telefone hoje mais cedo. Era sua mãe querendo saber onde você estava. Eu disse que você não pode ir pra casa por causa do acidente e que tinha ficado aqui comigo. Disse também que você havia concordado em passar o fim de semana aqui, para me fazer companhia, já que meus pais viajaram. Ela pediu para você não desaparecer.
- Como assim seus pais viajaram? Quando?
- Hoje de manhã, já tinham planejado essa viagem há meses. – respondeu enquanto me dava um daqueles sorrisos de tirar o fôlego. – Vai passar o fim de semana comigo, não vai?
Pensei por um instante “O que tenho a perder?” e respondi:
- Sim, eu fico.
Ela sorriu do outro lado da mesa, piscou pra mim e disse:
-Acho que ficaremos muito ocupadas esse fim de semana. Desligamos os telefones ou não?
Ri da colocação e respondi na sequencia:
- Acho que podemos deixa-los ligados, desde que não façam barulho nenhum hahaha.
E assim foi, um fim de semana bem intenso. Levantamos muito pouco da cama, apenas para higiene pessoal e alimentação. Transamos de todas as maneiras, ela era uma devassa na cama, muito mais experiente do que dizia. Depois desse fim de semana resolvemos ser amigas que transam, sempre que podemos nos encontramos para ficarmos juntas. Isso foi há seis meses. Não namorei mais ninguém depois disso, ela eu não sei. Tentamos ser liberais, mas as vezes fica complicado pra mim, mas eu seguro bem a onda.
Devem estar se perguntando sobre minha ficante do início, não é? Eu me vinguei, uma vingança extremamente doce e cruel, mas acho que não cabe nessas linhas, quem sabe em uma próxima vez?

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