E Se... Eu e Você...-1

Ola pessoal essa historia vai ser meio longa ela vai ter continuação então espero que gostem!
Ps : FlaraLove



essa e minha historia de vida com alguns fatos a mais
Às vezes eu rodo por aí, uso umas luzes vermelhas
Só porque eu quero que os meus amigos me achem demais
E quando a sexta chega, festa da escola
Eu tenho minhas franjas tão legais que não tenho chances
Não tenho chances
Ela estava seminua sobre Ian, praticamente o devorando com a boca macia e sedutora… o seu corpo emanava tanto calor que Ian achou que poderiam entrar em combustão a qualquer momento.
O clima foi esquentando e quando eles perceberam já estavam completamente nus, Ian mudou de posição, ficando sobre a loira de nome e rosto desconhecido para ele, mas isso não importava, naquele momento tudo que ele queria era acabar com aquela tortura e se entregar ao prazer que a loira o oferecia.
Ele estava prestes a penetrá-la quando ouviu o telefone tocando, tentou ignorá-lo, mas o infeliz insistia em tocar.
Acordou assustado e esticou o braço para atendê-lo... Percebendo assim que o aparelho não estava no criado mudo ao lado da sua cama, amaldiçoou até a quinta geração da sua empregada - Maria - enquanto tentava levantar-se para atender o telefone que provavelmente estava na base que ficava na sala.
Saiu tropeçando em tudo que encontrava pela frente até chegar onde estava o bendito objeto que o fez acordar na melhor parte do seu sonho.
–- Alô! – Falou de maneira grosseira. Sim, ele foi grosso... E daí... Quem mandou acordar-lo tão cedo, e pior, o fazendo acordar justo na melhor parte do sonho.
–- Bom dia pra você também senhor educação.
–- O que você quer comigo há essa hora Daniel? Caso você não saiba eu fui dormir às três horas da manhã por causa dessa maldita monografia.
–- Que ruim pra você... Mas já são 08h00min da manhã e há essa hora, nós, pobres mortais já estamos em pé há muito tempo.
–- Hoje é sábado, caso não tenha percebido, além do mais eu estou cansado e daqui a pouco tenho que voltar a fazer aquela tortura que chamamos de monografia.
–- Preciso que me encontre em vinte minutos na porta do seu prédio. Vamos viajar para São Paulo.
–- O quê? Ficou louco? Eu não vou viajar para São Paulo hoje. Tenho uma monografia para apresentar dentro de duas semanas e preciso terminar o mais rápido possível. Por isso, sem chances.
–- Você não entendeu Ian. Eu não estou perguntando se você pode ir, estou dizendo que temos que ir para São Paulo dentro de uma hora no máximo.
–- E o que vamos fazer em São Paulo com tanta urgência? – Perguntou irritado.
–- Quando eu chegar aí eu explico para você.
–- Eu quero saber agora. Porque temos que ir para São Paulo com tanta urgência?
–- Quando eu chegar ai eu digo.
–- Daniel. Desembucha logo... Você me acordou de madrugada e ainda por cima na melhor parte do meu sonho. Eu estava prestes a ter o melhor sexo da minha vida com uma loira gostosa quando esse maldito telefone tocou.
–- De madrugada? Ian você já olhou o relógio hoje?
–- Pra mim 8h00min da manhã, depois de ir dormir às 3 horas, é madrugada. Agora fale logo, por que se você queria me deixar curioso está de parabéns, conseguiu. Fale logo o que está acontecendo.
–- Eu já disse que quando chegar aí eu digo. Agora se prepare porque estarei ai em 15 minutos.
–- Você tinha dito 20 minutos.
–- Acontece que eu estou no carro indo para o seu apartamento enquanto falo com você. Agora para de falar e vai se aprontar. O assunto é sério.
–- Ok! – Ian respondeu de maneira exasperada.
Alguns minutos depois Daniel chegou ao apartamento do Ian com uma cara triste e muito séria. Ian estranhou a cara do irmão mais velho, pois ele costumava ser tão alegre e extrovertido, isso sem falar na facilidade de importuná-lo com as suas idiotices de sempre.
–- Está tudo bem? – perguntou um Ian totalmente preocupado com seu irmão palhaço, mas que no momento parecia estar passando por um momento difícil.
–- Na verdade não. Não está nada bem.
–- O que está acontecendo Daniel? E que história é essa que temos que ir para São Paulo com tanta urgência?
–- Eu recebi uma ligação hoje cedo, por volta das 7:00 horas da policia federal de São Paulo, segundo o sargento, aconteceu um grave acidente com a Bia e o Marcos.
Ian sentiu o sangue congelar em suas veias, o ar impossível de entrar nos seus pulmões. A sua irmã havia sofrido um acidente? A sua querida irmã? Ela era praticamente a sua mãe. Desde a morte dos seus pais ela, o Daniel e seus sobrinhos eram tudo o que ele tinha.
–- Mas eles estão bem, não estão? – Ele rezava mentalmente para que Daniel respondesse positivamente a sua pergunta, mas alguma coisa dizia a ele que não. Ele podia ver isso no olhar agoniado do irmão mais velho.
–- Eles morreram Ian. Morreram na mesma hora. Pelo que o sargento me disse, a batida foi tão forte que não havia a menor possibilidade de alguém sobreviver ao acidente.
–- E o Lucas? Ele também estava no carro na hora do acidente? – Perguntou tão baixo que se o Daniel não tivesse muito próximo, não teria escutado.
–- Não. Ele estava na casa da namorada.
–- Na casa da namorada? Ele já tem namorada?
–- Ian, ele já está com 15 anos, quase 16. Acorda.
–- 15 anos? Mas ainda ontem ele era apenas uma criança.
–- Faz quantos anos você não vê o seu sobrinho Ian?
–- Não sei, acho que 4 ou 5 anos. Das últimas vezes que fui à casa da Bia ele não estava.
–- O tempo passa meu irmão. Passa rápido. O Lucas não é mais um bebê, já é um adolescente. Um adolescente que vai precisar muito da gente.
–- Com quem ele vai ficar?
–- Eu não ainda não sei. Vamos ver como vai ficar todas essas questões quando chegarmos em São Paulo.
–- Eu ainda não acredito que ela morreu. Ela era praticamente a minha mãe Daniel. Cuidou de mim desde que os nossos pais morreram quando eu tinha apenas 10 anos. – Lamentou Ian, com os olhos vermelhos e ardendo devido às lágrimas que ele insistia em segurar.
–- Bom! Agora você já é um homem. Um homem de 23 anos, cheio de responsabilidades.
–- Eu sei. Eu devo tudo a ela.
–- Agora é melhor irmos. O enterro será no final do dia e o Lucas está precisando da gente.
–- A Carla e as crianças não vão com a gente?
–- A Carla está no carro esperando e as crianças vão ficar com a avó. Achamos melhor deixá-las, toda essa coisa de velório e enterro não é boa para elas, ainda são muito pequenas.
–- Você tem razão. Eu vou pegar as minhas coisas para irmos.
Quando chegaram à capela do cemitério onde a sua irmã e o cunhado seriam enterrados a ficha dos dois finalmente caiu e como se não pudessem mais segurar o choro preso na garganta e as lágrimas que insistiam em querer cair, os dois se abraçaram e choraram baixinho.
O sobrinho dos irmãos estava em pé ao lado dos caixões dos pais. Seus olhos estavam vermelhos e inchados de tanto chorar, mas naquele momento ele não estava chorando, apenas observava a face pálida pela falta de sangue e de vida dos pais. Não falava nada com ninguém, na verdade ele estava alheio a qualquer coisa que acontecia a sua volta. Simplesmente não via ninguém ali que não fosse os seus pais mortos em dois caixões pretos.
O garoto estava vestido de preto dos pés até a cabeça, seu rosto e seu olhar distante mostrava o quanto estava abatido e alheio a tudo que acontecia.
Ian e Daniel foram até o seu sobrinho e o abraçaram forte, numa tentativa de lhe mostrar que ele não estava sozinho e que podia contar com eles sempre.
Durante o enterro Lucas acabou não agüentando segurar dentro do peito a dor que estava sentindo e num pedido desesperado gritou para Deus, pedindo para que aquele pesadelo acabasse e não levasse os seus pais, mas o pesadelo não acabava e ele se viu jogando-se em cima dos caixões enquanto chorava desesperadamente. Acabou sendo amparado pelos tios e pela namorada que estavam próximo a ele.
Algumas horas depois, naquele mesmo dia, os irmãos tiveram uma reunião com o advogado dos recém falecidos Beatriz e Marcos.
–- Boa tarde senhores. Meu nome é Felipe Castro, sou amigo e o advogado responsável pelo testamento da Beatriz e do Marcos. Vocês devem ser Daniel e Ian Almeida, tios do Lucas?!
–- Sim. Somos nós. – Respondeu Daniel, em seguida apertando a mão do advogado.
–- A Beatriz e o Marcos deixaram um testamento e pediram para ler na presença dos dois...
–- Um testamento? – Perguntou Daniel, interrompendo o que o advogado dizia. – Eles ainda eram muito jovens para deixar testamento.
–- Sim. Eles eram, mas mesmo sendo um casal jovem, eles preferiram fazer um testamento para o caso de acontecer algo com os dois e o Lucas acabasse perdendo-os.
–- E o que diz nesse testamento? – Perguntou o Ian, com a sua curiosidade de sempre.
–- Eu vou ler.
O advogado pegou o testamento, ajeitando os óculos de armação redonda, estilo Harry Potter e começou a ler.
–- O QUÊ??? VOCÊ SÓ PODE ESTAR BRINCANDO. É BRINCADEIRA. CERTO? – Perguntou um Ian irritado e completamente nervoso, ou melhor dizendo, apavorado.
–- Eu não estou brincando. Estou lendo o que está impresso no testamento escrito pelo seu cunhado e pela sua irmã.
–- Isso não é possível doutor, deve ter alguma coisa errada. Ou talvez você esteja precisando trocar as lentes do seu óculos. Eles não podem ter escrito isso. Eu não consigo cuidar nem do meu gato direito. Eu mal consigo cuidar de mim mesmo, quanto mais de um adolescente de 15 anos.
–- A sua irmã achava que seria uma boa experiência para você, segundo ela, iria ajudá-lo a ganhar maturidade. Isso sem falar que vocês podem fazer companhia um ao outro.
–- Você não me escutou. Eu mal consigo cuidar de mim mesmo. Está aqui o meu irmão que não me deixa mentir.
–- Isso é verdade. O Ian não é exatamente a melhor pessoa pra cuidar de um adolescente. Embora eu deva concordar com a minha irmã em algumas coisas. Acho que vai ser bom para vocês Ian. De nós dois, você era o mais apegado a ela e com certeza será quem mais irá sofrer com a sua morte, não que eu não esteja sofrendo porque acredite, eu também estou, mas ela era como uma mãe pra você e o Lucas é uma parte dela, isso sem falar que você sempre foi apaixonado por crianças e adora o Lucas, vivia enchendo-o de brinquedos toda vez que vinha visitá-los.
–- Dan, uma coisa sou eu visitá-lo aqui, outra bem diferente é eu ter que cuidar dele. Eu não sei como fazer isso. Eu não vou conseguir.
–- É claro que vai. Apesar de tudo, você sempre foi um cara responsável, meio imaturo às vezes, principalmente quando tem mulher no meio, mas ainda assim responsável.
–- Eu não vou conseguir. Eu não sei nem o que falar para o Lucas nesse momento... Como ela pode querer que eu cuide dele? Vai ser um desastre, posso até prever isso.
–- Você vai se sair bem Ian, além do mais, eu e a Carla vamos estar sempre por perto. Vai ficar tudo bem, você vai ver.
Embora estivesse apavorado com a Idéia de ter que criar um adolescente, Ian não podia negar esse último desejo da irmã, não depois de tudo que ela fez por ele, não depois dela abrir mão de tantas coisas para estar cuidando do irmão mais novo. Ele se sentia em dívida para com a sua irmã, por isso ele achou melhor atender o seu pedido e que “seja lá o que Deus quiser”, pensou ele.

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